sexta-feira, 3 de junho de 2016

A BÍBLIA E O PASTORADO FEMININO – PARTE V

Pastoral redigida para o Boletim Dominical da Primeira Igreja Batista em Manoel Corrêa
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Desde o princípio, Deus colocou o homem na liderança. É justamente com base nisso que Paulo argumenta a fim de dissuadir as mulheres de buscar a liderança na igreja. Ele diz: “Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva” (1Timóteo 2.13). Isto é, o apóstolo recorre à ordem da criação, para mostrar que a liderança masculina é a vontade de Deus. Afinal, foi ao homem que Deus, antes de criar a mulher, deu as tarefas e as responsabilidades (Gênesis 2.15-17). Além disso, ao homem coube a tarefa de nomear os animais (Gênesis 2.19). Ora, quem dá nome, só o faz porque tem autoridade. Um exemplo bem claro disso é a história de Daniel. Ele e seus amigos tiveram seus nomes modificados assim que chegaram à Babilônia (Daniel 1.6,7), justamente porque estavam debaixo da autoridade babilônica. À luz dessa informação, percebemos que o fato de Adão dar nome à Eva torna ainda mais evidente o papel do homem como líder (Gênesis 3.20). Ainda que isso tenha acontecido depois da queda, não significa que essa autoridade é resultado do pecado. Até porque, como falamos, a autoridade de nomear foi dada ao homem mesmo antes da queda.
De igual modo, em 1Coríntios 11, mais uma vez Paulo usa a criação para argumentar em prol da liderança masculina, dizendo: “O varão, pois, não deve cobrir a cabeça, porque é a imagem e glória de Deus, mas a mulher é a glória do varão. Porque o varão não provém da mulher, mas a mulher, do varão” (1Coríntios 11.7,8). Com isso, ressalta novamente a ordem da criação, utilizando o modelo dado pelo próprio Deus, tal como Jesus fez em Mateus 19, ao combater o pensamento equivocado dos fariseus, dizendo: “não tendes lido que, no princípio, o Criador os fez macho e fêmea e disse: Portanto, deixará o homem pai e mãe e se unirá à sua mulher, e serão dois numa só carne? Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não separe o homem” (Mateus 19.4-6).
O interessante nisso tudo, é que, embora a criação fosse modelo para Jesus e para Paulo, para muitos cristãos ela não é mais. Porquanto, com o desejo de justificar práticas contrárias às Escrituras, alguns foram, pouco a pouco, enfraquecendo o discurso bíblico, afirmando que nem todo texto da Bíblia é Palavra de Deus. Com base nisso, começaram a ensinar que passagens como 1Timóteo 2.11-15, 1Coríntios 11.2-16 e 14.34, que confrontam o pensamento feminista, eram palavras de homem, e não de Deus. Assim, relativizando os textos, conseguiram implantar na mente do povo a ideia de que as igrejas precisavam de pastoras, as quais, em grande parte, eram esposas de pastores. Isto porque, desenvolveu-se o pensamento antibíblico de que uma mulher, por ser casada com um pastor, é automaticamente uma pastora. Que absurdo! Não há um texto bíblico sequer que justifique isso!
Ademais, os defensores do pastorado feminino chegam a dizer que, no tempo de Jesus e dos apóstolos, a sociedade era muito machista, e, por causa disso, não havia apóstola ou pastora. Porém, hoje em dia, como o mundo mudou, podemos ordenar mulheres ao ministério. O grande problema dessa argumentação é que ela vale também para a prática do homossexualismo. Porque, se as mulheres não podiam ser pastoras porque a sociedade era machista, é possível afirmar também que o homossexualismo era considerado pecado por causa do mesmo machismo predominante, assim como diversas outras coisas que antes eram consideradas erradas, mas que hoje são aceitas. Tá vendo como é perigosa a relativização das Escrituras?
Continua...
Pr. Cremilson Meirelles



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