domingo, 14 de maio de 2017

A BÊNÇÃO DA MATERNIDADE



Pastoral redigida para o Boletim Dominical da Primeira Igreja Batista em Manoel Corrêa
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Embora reconheçamos que as mães devem ser lembradas e honradas todos os dias, é importante separarmos um momento específico para homenageá-las. Até porque, ao destacar a maternidade como uma bênção, uma dádiva divina, na verdade, estamos glorificando ao Todo-poderoso, o concessor desse presente. Afinal, tanto a maternidade quanto a paternidade são expressões evidentes da vontade do Senhor, apontadas desde a criação. Pois, após criar o primeiro casal, “Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra...” (Gênesis 1.28a); isto é, Ele não os criou apenas macho e fêmea, mas os fez pai e mãe. E depois disso tudo, “viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom” (Gênesis 1.31a).
Lamentavelmente, na atualidade, muitas mulheres têm abdicado essa bênção. Isso porque, consideram os filhos um impedimento para ascensão profissional. Contudo, acima de nossos anseios está a vontade de Deus. Seguindo esse raciocínio, creio que ter filhos não é uma opção, é um mandamento. Não há um trecho sequer das Sagradas Escrituras que afirme que a ordem divina de multiplicação prescreveu. Por mais que a Terra já esteja povoada, a Palavra de Deus permanece: “multiplicai-vos”. A única situação que torna essa ordem inaplicável é o celibato. Todavia, o próprio Jesus asseverou que isso é para poucos (Mateus 19.10-12).
Não obstante, ser mãe é muito mais que gerar filhos. A mãe de verdade deve amar seu filho: “as mulheres idosas, semelhantemente, que sejam sérias no seu viver, como convém a santas, não caluniadoras, não dadas a muito vinho, mestras no bem,  para que ensinem as mulheres novas a serem prudentes, a amarem seus maridos, a amarem seus filhos” (Tito 2.3,4). Amar é mais do que comprar presentes e dar boa educação. Amar é entregar-se, é dedicar-se ao outro, mas, acima de tudo, é apresentar o caminho do Senhor. Quem ama de verdade, apresenta Cristo aos seus filhos. Assim procederam a mãe e a avó do jovem pastor Timóteo (2Timóteo 1.5; 3.14,15), as quais, ainda que o pai do jovem não fosse cristão (Atos 16.1), não hesitaram em ensinar-lhe as Sagradas Letras.
Ademais, a mãe de verdade procurará ser exemplo de retidão e compromisso com o Senhor. Pois, só assim, a instrução dada por ela (Provérbios 1.8) será relevante para seu filho; de maneira, que até mesmo com a chegada da maioridade, os filhos darão ouvidos aos seus conselhos (Provérbios 31.1-9). Foi exatamente isso que Paulo percebeu em Lóide e Eunice: uma fé não fingida. Esse é um dos maiores presentes que uma mãe pode dar a seu filho: exemplo.
O mais bonito nisso tudo, é que apresentar o Salvador e os princípios do Reino de Deus às crianças, por meio do ensino e do testemunho, é um presente, não só para os filhos, mas, sobretudo para as mães; visto que, com o avançar dos anos, aquelas que assim procederam, têm a alegria de contemplar o resultado de sua semeadura: filhos que servem ao Senhor e dão bom testemunho de sua fé.
Jesus, o único que pode escolher quem seria sua mãe, decidiu nascer do ventre de uma mulher piedosa e temente a Deus, que se enquadrava no padrão apresentado pelas Escrituras. É claro que a escolha divina não foi mérito de Maria. No entanto, o perfil da mulher que deu à luz ao Cristo, reforça a ideia de que a verdadeira maternidade vai muito além do parto, e deve ser praticada diariamente. Portanto, não apenas gere um filho, mas ame-o, ensine-o, e dê exemplo. 
Parabéns mamães! Que Deus as abençoe!
Pr. Cremilson Meirelles

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