quarta-feira, 11 de novembro de 2015

O QUE ACONTECEU COM AS IGREJAS?

Pastoral redigida para o Boletim Dominical da Primeira Igreja Batista em Manoel Corrêa
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            Penso que o maior problema nas igrejas de hoje em dia é a ausência do evangelho. Porquanto, lamentavelmente, as boas novas da salvação foram substituídas por psicologia, filantropia e técnicas de palco. As pessoas passaram a ser tratadas como micos amestrados. Os animadores de auditório (pregadores/cantores) determinam tudo o que elas têm de fazer: “vire pro seu irmão e diga assim, assim e assado”, “aplauda Jesus”, “repita comigo isso, isso e isso”... só falta mandarem pular num pé só! Sinceramente, isso ultrapassa os limites das vãs repetições (Mateus 6.7).
      Querido, culto não é programa de auditório! Não há a necessidade de aplausos. Até porque, normalmente aplaudimos em sinal de aprovação e aceitação do que foi realizado. Mais ou menos, como se disséssemos: “muito bem”, “gostei de ver”. Porém, Deus não precisa de nossa aprovação e muito menos de nossa aceitação! Nós é que carecemos de Sua graça e misericórdia! Além disso, o que Ele requer de nós é uma verdadeira adoração (João 4.23), sincera, original, e não que ajamos como papagaios, repetindo tudo o que nos mandam. O pior de tudo é que a maioria gosta disso. Tanto, que as multidões afluem de todos os lugares em busca de cultos com essas características.
         O mais interessante é que, embora não encontre nas Escrituras esse tipo de comportamento, parece que, por conta de sua ampla divulgação, tornou-se praticamente uma regra. Quem não abraça tais técnicas é visto como obsoleto, ultrapassado, careta, caxias, chato, etc. Às vezes, imagino que se Jesus ou Paulo estivessem fisicamente entre nós seriam facilmente rejeitados por esse sistema. Afinal, o que eles pregavam, e a forma como pregavam, contraria grande parte daquilo que o mundo gospel aprova.
        O mais importante no Cristianismo primitivo era a fé em Jesus Cristo, a regeneração, a santificação e a evangelização. Hoje em dia, infelizmente, o foco é outro. As igrejas realizam eventos constantemente para manter os jovens vinculados a elas. No passado, o Espírito Santo e o Evangelho eram suficientes para que jovens, adultos e idosos permanecessem em suas comunidades de fé. Não havia a necessidade de falar com os jovens como se fossem desprovidos de inteligência. Ensinava-se a Bíblia a eles ao invés de gritinhos, pulinhos, gírias ou palavrões. Com isso, eles, de bom grado, participavam até dos cultos de oração. Ninguém precisava de night gospel, techno gospel, ou seja lá que nome usem para as “baladas de crente”, pois compreendiam que Cristo era plenamente suficiente.
      O que aconteceu, então? O Evangelho foi deixado de lado. Ora, onde não há pregação do Evangelho não há conversão. Isto é enfatizado por Paulo em Romanos 10.13-15: “porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados? Como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam a paz, dos que anunciam coisas boas”!
   Precisamos, urgentemente, retomar a proclamação do Santo Evangelho! Não dá para ficar imitando os outros, fazendo eventos a torto e a direito, vivendo de apresentações! Só com a pregação da Boa Notícia novos crentes surgirão! Do contrário, encheremos os templos de pessoas que continuam caminhando para o inferno sem se dar conta disso.
Pr. Cremilson Meirelles

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