sexta-feira, 3 de julho de 2015

O VALOR DE UM BOM TESTEMUNHO

Pastoral redigida para o Boletim Dominical da Primeira Igreja Batista em Manoel Corrêa


A expressão “dar um bom testemunho” é bastante conhecida entre os evangélicos. Mas será que todos sabem o que isso significa? Aliás, você sabe o que é “dar um bom testemunho”? Talvez, responder a esse questionamento seja bem fácil. Acredito, inclusive, que diante dele muitos responderão: - claro! Significa obedecer a Palavra de Deus. Contudo, embora a resposta seja correta, ainda há outra pergunta que precisa ser respondida: você tem dado um bom testemunho? É bem provável que alguns, de imediato, respondam: - sem dúvida! Todavia, antes de responder, é necessário verificar o que as Escrituras falam acerca disso.
Inicialmente, é importante salientar que, de acordo com a Bíblia, a pergunta feita acima não pode ser plenamente respondida pelo próprio crente. Na verdade, os mais aptos a fornecer essa resposta são aqueles com os quais convivemos. Isto é evidente nas páginas do Novo Testamento. Em Atos 10.22, por exemplo, quando Lucas menciona Cornélio, destaca que, além de ser justo e temente a Deus, ele tinha bom testemunho de toda a nação dos judeus. Algo semelhante é dito a respeito de Timóteo, em Atos 16.2: “[...] do qual davam bom testemunho os irmãos que estavam em Listra e em Icônio”. Até mesmo quando Paulo enumera as virtudes que devem acompanhar quem aspira ao ministério pastoral, o apóstolo ressalta que uma das evidências da vocação é o “bom testemunho dos que estão de fora” (1Timóteo 3.7). A partir daí, fica bem claro que o bom testemunho deve ser percebido pelos outros e não autoproclamado. 
Por conseguinte, à luz das informações prestadas acima, surge mais uma pergunta: será que, aos olhos dos outros, você tem dado um bom testemunho? Decerto, este é um questionamento que deve nos inquietar. Afinal, ele não diz respeito só a nós, mas a Cristo e sua Igreja. Porquanto, desde que professamos publicamente a fé em Jesus, deixamos de representar apenas a nós mesmos. Tornamo-nos parte de algo maior. Assim como Davi que, ao combater o gigante Golias, representava sua nação e seu Deus (se ele vencesse, seria o mesmo que o Senhor vencendo a Dagom, deus dos filisteus), nós, quando, no dia a dia, lutamos pela santidade, seja no trabalho, na escola, ou no seio da família, representamos nosso Senhor e o seu povo. Logo, cada uma de nossas falhas acaba sendo atribuída a Jesus e ao seu Corpo (igreja).
Se um crente é hipócrita (não vive o que prega), por exemplo, sua hipocrisia é atribuída à igreja, se tornando um argumento para rejeição do evangelho. Da mesma forma, se um evangélico adultera, a pregação fica comprometida aos olhos do povo. Portanto, é muito importante preocupar-se com o que os outros pensam acerca de nossa conduta. Porque, dependendo de como o mundo nos vê, teremos ou não abertura para a proclamação das boas novas.
Pense nisso e reflita: - será que você tem dado um bom testemunho? Se a resposta for negativa, ore a Deus. Peça a Ele a direção. Sem dúvida, Ele falará ao seu coração e lhe dará condições de testemunhar onde quer que você esteja, em palavras e atitudes. Deus o abençoe!

Pr. Cremilson Meirelles
   



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