terça-feira, 23 de setembro de 2014

CONFIE NA BÍBLIA, ELA NÃO FALHA

“... e a Escritura não pode falhar” (João 10.35). A despeito do que alguns possam argumentar, a Bíblia é a Palavra de Deus, inspirada pelo Senhor. Jesus, inclusive afirmou que “nem um jota ou um til se omitirá da lei sem que tudo seja cumprido” (Mateus 5.18). Isto é, tudo que está registrado é verdadeiro e se cumprirá. É claro que esse texto se refere ao Antigo Testamento, assim como 2Timóteo 3.16: “Toda a Escritura é inspirada por Deus...”. Contudo, há diversas passagens nas quais o Novo Testamento também é enquadrado como Escritura. 2Pedro 3.16, por exemplo, coloca as epístolas de Paulo em pé de igualdade com os demais livros da “Escritura”. De igual modo, em Hebreus 1.1,2, as palavras de Jesus são apontadas como revelação divina: “havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas,  nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo”. Reforçando esse conceito, Paulo, em 1 Timóteo 5.18, menciona as palavras de Jesus, do mesmo jeito que as encontramos em Lucas 10.7, chamando-as de “Escritura”, ou seja, escritos dignos de serem reconhecidos como Palavra de Deus. Além disso, em 1 Coríntios 14.37, Paulo concebe seus próprios escritos como Palavra de Deus.
Como afirma Gleason L. Archer, “a Bíblia é infalível quanto à sua verdade, e final quanto à sua autoridade”. Afinal, ela é a Palavra de Deus. É assim que devemos crer. Se a Bíblia diz, então é regra para nossas vidas. Seu autor é o próprio Deus. Foi Ele, na pessoa do Espírito Santo, quem supervisionou todo o processo de confecção da Escritura (João 14.26; 16.13; 2Pedro 1.21).
Portanto, não devemos ser guiados pela experiência, e, muito menos, por aquilo que alguém falou. Temos de agir como os cristãos de Beréia, que, diante da pregação de Paulo, examinavam “as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim” (Atos 17.11). Não se deixe levar por aquilo que todo mundo faz, guie-se pela Bíblia. Ela é a nossa regra de fé e prática. Não dá para ser cristão sem a Bíblia. Precisamos lê-la continuamente, tendo prazer na Lei do Senhor, meditando nela de dia e de noite.
Assim, parafraseando João Calvino, digo que se não estabelecermos horários específicos para a oração e a leitura da Palavra, facilmente, deixaremos de lado essas práticas tão necessárias à vida cristã, expondo-nos, cada vez mais, às astutas ciladas do diabo. Pois, ele “anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar” (1Pedro 5.8).

Pr. Cremilson Meirelles  

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