sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

MANJEDOURA OU CRUZ?

Pastoral redigida para o Boletim Dominical da Primeira Igreja Batista em Manoel Corrêa

A expressão “menino Jesus” é muito comum nesta época do ano. Isto porque, a festa conhecida como “natal”, embora tenha sido invadida por elementos estranhos (Papai Noel, árvore, pisca-pisca, presentes, etc), visa à celebração do nascimento de Cristo. Acerca disso, é importante salientar que não há problema algum na expressão em si, visto que é mencionada no texto bíblico (Lucas 2.27).

Contudo, se pensarmos bem, concluiremos uma verdade tão óbvia que, na maioria das vezes, passa despercebida, a saber: o natal não celebra apenas o nascimento de Jesus, mas, sobretudo, sua obra redentora. Porquanto, em Cristo, o Todo-poderoso se fez carne com o propósito de redimir a humanidade perdida, por meio de sua morte vicária na cruz do Calvário. Isto foi apontado por um anjo por ocasião do nascimento do Filho de Deus: “[...] vos nasceu hoje o Salvador [...]” (Lucas 2.11). Ele “veio buscar e salvar o que se havia perdido” (Lucas 19.10). “Ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele” (Isaías 53.5). Não dá para negligenciar isso! Focar a manjedoura e esquecer a cruz é um erro crasso.

A verdade pura e simples é que Jesus nasceu para morrer. Sendo assim, no natal, a mensagem não sofre alterações, continuamos pregando Jesus Cristo, e este crucificado (1Coríntios 2.2). Afinal de contas, se Ele não nascesse não poderia morrer, se não morresse não poderia ressuscitar. Isto é, toda a obra redentora está vinculada, não há como falar do nascimento sem falar de seu objetivo final.

Aparentemente, Simeão foi o único que, ao ver o menino Jesus, compreendeu a dimensão do que Deus faria através d’Ele, pois afirmou: “Eis que este menino está destinado tanto para ruína como para levantamento de muitos em Israel e para ser alvo de contradição” (Lucas 2.34). Em resumo, a declaração de Simeão deixa claro que Jesus seria um grande divisor; de modo que uns o rejeitariam e outros o aceitariam.

Enfim, o natal deve ser, mais que uma festa de comilança e bebedeiras, um momento de reflexão, proclamação e celebração ao Todo-poderoso. Não permita que as tradições ofusquem isso. Reúna sua família, ore a Deus, leia as Escrituras, anuncie a mensagem da cruz, destaque o amor divino por nós, e louve o Rei dos reis por suas obras. Deus o abençoe! Feliz natal!

Pr. Cremilson Meirelles

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