quinta-feira, 25 de junho de 2015

ARREBATAMENTO SECRETO? EU HEIN!

Pastoral redigida para o Boletim Dominical da Primeira Igreja Batista em Manoel Corrêa
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A doutrina do arrebatamento secreto ensina que, em um dado momento da história, antes da “Grande Tribulação”, Cristo retornará em segredo para levar sua igreja (e deixará suas roupas aqui), pois, conforme os defensores desse pensamento, os servos de Deus não podem passar pela tribulação. Essa ideia está presente em filmes, livros e na mente da maioria dos crentes.  
Todavia, mesmo sendo bastante popular, essa doutrina carece de respaldo bíblico. Porquanto, quando lemos 1Tessalonicenses 4.16,17 vemos que o arrebatamento da igreja se dará no momento da segunda vinda de Jesus, a qual, segundo Mateus 24.27, será visível, todos os povos da terra se lamentarão (Mateus 24.30), todo olho o verá (Apocalipse 1.7). Não há nada na Escritura que indique uma vinda secreta de Cristo. Na verdade, o próprio Jesus adverte seus discípulos que não acreditem quando alguém lhes falar que Ele voltou secretamente, porque tais afirmações só podem vir da boca de falsos profetas: “Então, se alguém vos disser: Eis que o Cristo está aqui ou ali, não lhe deis crédito, porque surgirão falsos cristos e falsos profetas e farão tão grandes sinais e prodígios, que, se possível fora, enganariam até os escolhidos. Eis que eu vo-lo tenho predito. Portanto, se vos disserem: Eis que ele está no deserto, não saiais; ou: Eis que ele está no interior da casa, não acrediteis” (Mateus 24.23-26)
Apesar disso, a fim de sustentar a ideia do arrebatamento secreto, muitos lançam mão do trecho em que Jesus diz que estarão dois no campo e será levado um enquanto o outro será deixado (Mateus 24.40). No entanto, se você verificar o texto, em momento algum é dito que isso se dará em segredo. Ao contrário, Jesus explica que acontecerá como nos dias de Noé, quando uns foram levados e outros deixados (Mateus 24.37). Com base nisso, responda, sinceramente: o dilúvio foi secreto? É óbvio que não! Logo, se o evento ocorrerá tal como nos dias de Noé, não dá nem para imaginar que se trata de um acontecimento secreto.
Além do mais, dizer que a igreja não passará pela tribulação é negar, não só a Bíblia como também a história, uma vez que, desde o princípio, os crentes enfrentam tribulações, pequenas, médias e grandes. Quase todos os apóstolos, por exemplo, foram assassinados; a igreja foi e continua sendo perseguida e atribulada. Não foi à toa que Jesus declarou: “no mundo tereis aflições...” (João 16.33). Ele ainda nos incentivou a termos bom ânimo diante das adversidades, porque Ele venceu o mundo. E como se deu a vitória de Cristo? Através de Sua morte na cruz. De igual modo, a igreja do primeiro século compreendia que ser martirizado era o mesmo que alcançar a vitória na luta diária pela santidade e fidelidade a Deus. Por isso, João assevera: “e eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e não amaram a sua vida até à morte” (Apocalipse 12.11).
A igreja passa pela tribulação, mas Cristo está conosco todos os dias até a consumação dos séculos (Mateus 28.20), nos dando forças para seguir em frente. Portanto podemos afirmar como Paulo que “em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados; perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos” (2Coríntios 4.8,9).
Pr. Cremilson Meirelles


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