sexta-feira, 13 de março de 2015

POR QUE NÃO FALAMOS LÍNGUAS ESTRANHAS? PARTE I

Pastoral redigida para o Boletim Dominical da Primeira Igreja Batista em Manoel Corrêa

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Certamente, essa é uma pergunta feita por muitos que, tendo frequentado igrejas pentecostais, visitam uma igreja batista tradicional. O interessante é que, a partir desse questionamento surgem algumas teses que não se justificam. Uns afirmam que os tradicionais, arbitrariamente, proíbem os membros de falar línguas; outros dizem que as igrejas onde não se pratica o “falar em línguas” escondem os textos bíblicos que falam sobre o uso desse dom.
Ora, é óbvio que essas teorias são infundadas. Afinal, não proibimos ninguém, só ensinamos o que dizem as Escrituras. Não omitimos texto algum. Ao contrário, os abordamos a fim de fundamentar nosso posicionamento. Por conta disso, com a intenção de esclarecer o assunto, estaremos, a partir desta pastoral, analisando os textos que tratam dessa questão.
O primeiro deles é Atos 2, o qual relata um dos acontecimentos mais marcantes na história da igreja: a descida do Espírito Santo. Veja bem, o evento chamado pentecostes não é o foco da narrativa, é apenas uma referência temporal usada pelo escritor, ou seja, ele só diz que o fenômeno aconteceu no dia de pentecostes. Só isso. Nada no texto indica que a festa judaica do pentecostes deva receber atenção especial ou que a ela deva ser atribuída maior importância.
Quando seguimos em frente na leitura de Atos 2, encontramos algo curioso nos versículos 2 e 3: o autor declara que, naquela ocasião, não houve vento e, muito menos, fogo; na verdade, é dito que, enquanto todos estavam reunidos numa casa, ouviram “UM SOM, como de um vento veemente e impetuoso”. Isto é, não ventou, ouviu-se apenas um som semelhante ao ruído de um vento forte. Além disso, o texto diz que os discípulos viram “línguas repartidas, COMO QUE DE FOGO”, não línguas de fogo. Mas, por que “como que de fogo”? Porque eles viram algo que parecia fogo, mas não era fogo.
Pr. Cremilson Meirelles

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