sábado, 26 de abril de 2014

SERÁ QUE REALMENTE SOU SALVO?

Como todo bom Cristão, cremos que a salvação é pela Graça, por meio da fé em Jesus. Não dá para sermos salvos pelas obras. Pelo menos, é o que diz em Efésios 2.8,9, e, com isso, a maioria, mesmo que na teoria, concorda. Ora, se o que salva é a fé em Cristo, por que muitos acham que são salvos somente por terem se filiado a uma igreja, serem dizimistas e exercerem cargos em sua comunidade de fé? Sem dúvida, trata-se de um entendimento errado, pois nenhuma dessas coisas salva; quem salva é Cristo.
Por outro lado, há muitos que, dizendo-se salvos, vivem constantemente em pecado: falam o que o mundo fala (palavrões), vestem o que o mundo veste (roupas sensuais), além de fazerem o que o mundo faz (imoralidade). Isto é, afirmam terem certeza da salvação de suas almas, mas com suas vidas, provam justamente o contrário. É... tem muita gente enganada. A salvação não se resume a um momento, no qual vamos à frente atendendo ao apelo de um pregador; é mais que isso. Muitos já foram à frente, vêm à igreja todo domingo, cantam, dirigem, etc; mas não se parecem com um discípulo de Cristo, parecem mais mundanos do que os ímpios. Por isso, com pesar, repito a afirmação de Paulo: “Porque muitos há, dos quais muitas vezes vos disse e agora também digo, chorando, que são inimigos da cruz de Cristo. O fim deles é a perdição, o deus deles é o ventre, e a glória deles é para confusão deles mesmos, que só pensam nas coisas terrenas” (Fp 3.13,14).
Cristo nos ensinou que podemos conhecer a árvore através dos frutos. É impossível colher uvas de espinheiros ou figos dos abrolhos (Mt 7.16). Não dá para ser crente e amar o mundo, estar em Cristo e ter prazer no pecado. Ser cristão não é só vir ao templo, não é só cantar ou pregar; ser cristão é ter Cristo como centro de nossas vidas. Se não for assim, até agora estivemos apenas cantando mentiras e concordando falsamente com algo que, na verdade, não cremos. Precisamos ser mais do que religiosos. O religioso é aquele que vem ao templo com frequência, cumpre os ritos de sua denominação, mas não ama a Cristo de verdade, não o prioriza. Porque faz tudo o que Cristo diz para não fazer. Será que, realmente, sou salvo? Essa é uma pergunta que cada um de nós tem que fazer a si mesmo, mas que só pode ser respondida após um exame cuidadoso das Escrituras, a fim de verificar se nossas vidas estão em concordância com o novo nascimento que afirmamos ter acontecido. E aí, vamos fazer esse teste? Só então poderemos responder ao questionamento intitula essa pastoral.

Pr. Cremilson Meirelles

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