terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

ONDE ESTÁ A FÉ?

Certamente, “fé” é um dos termos mais em voga no evangelicalismo contemporâneo. Usa-se essa palavra afixada na lataria de automóveis, em estampas de camisetas, entre outras coisas. Mesmo assim, me pergunto, às vezes, “quando, porém, vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?” Porquanto, embora se fale muito sobre a fé, parece que, em muitos casos, ela não está focada em Jesus Cristo e em Sua Palavra. Há fé em homens sagrados, em objetos consagrados, em rituais, e até fé na fé dos outros. Mas onde está a fé em Cristo? As pessoas creem mais no poder da oração do que no poder de Cristo. Parece que o poder foi “retirado” das mãos de Deus e transferido a homens, objetos, palavras mágicas e rituais.
Infelizmente, ao longo do tempo, foi desenvolvida uma espiritualidade que despreza a verdade central do evangelho: o amor. A igreja acabou se corrompendo e, mais uma vez, cometeu os mesmos erros. Voltamos a supervalorizar as obras em detrimento do amor, o exterior ao invés do interior. Pensando assim, muitos acharam que bastaria orar umas quatro horas por dia, ler a Bíblia toda anualmente e distribuir folhetos aos domingos, para que se tornassem super santos, cheios de poder. Desculpe, mas quero te dizer algo impactante: tudo isso é insuficiente! Pois, como diz o apóstolo Paulo: “ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria” (1Co 13.1-3).
Sem amor não dá para nos considerarmos adoradores. E quando falo de amor, refiro-me a um sentimento sincero em relação à Deus e ao próximo. De modo que tudo o que eu fizer seja alavancado por esse amor. Até porque, orar, jejuar e dar esmolas, eram atitudes praticadas pelos fariseus, os quais recebiam duras críticas de Jesus. Isto porque, seus atos eram motivados pelo orgulho, sendo, portanto, hipócritas na sua essência. Assim, de nada adianta orar, jejuar, dar esmolas, cantar na igreja, tocar instrumentos, e, até mesmo, evangelizar, se estas atitudes não forem motivadas pelo amor a Deus e ao próximo. Quem ama, de fato, jamais verá nessas práticas um meio de ganhar pontos com Deus. Pelo contrário, sempre entenderá que os únicos pontos que tem foram conquistados por Jesus na cruz do Calvário, e por isso o amará cada vez mais. Da mesma forma, esse amor será inevitavelmente direcionado ao próximo, pois não há como amar a Deus e não amar o homem, Sua imagem e semelhança. Não fazê-lo, seria, no mínimo, contraditório. Essa é a fé que Cristo procura! Uma fé focada nEle e em Sua Palavra, que tenha como resultado natural, o amor.
Pr. Cremilson Meirelles


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