terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

EU, UM ESCRAVO?

Desde que nascemos, fomos submetidos a algum tipo de controle. Nossos pais, embora, aparentemente, fizessem nossas vontades, na verdade, ditavam cada passo de nossas vidas; afinal, eram eles que nos carregavam para onde queriam, nos vestiam com roupas que eles escolhiam, nos deram nomes que não são de nosso agrado, etc. À medida que crescemos, o controle aumentou, pois começamos a entender as ordens que nos eram dadas, e, por termos nascido num ambiente de dominação, começamos a ceder mais facilmente. Contudo, ao chegarmos à adolescência, passamos a clamar por independência, a questionar essa estrutura familiar. Foi aí que achamos que tínhamos algum controle sobre nossas vidas. Muitos, inclusive, passaram a ter, praticamente, a necessidade de, com frequência, reafirmar esse entendimento, dizendo: “ninguém manda em mim”!
Todavia, não conseguimos enxergar o óbvio: nunca fomos completamente livres, nascemos como escravos. Não fui eu quem inventou isso, foi Jesus quem disse: “todo aquele que comete pecado é escravo do pecado” (João 8.34). Na epístola de Paulo aos Romanos, a Bíblia afirma algo que confirma essa verdade e coloca todos nós no mesmo patamar. “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Rm 3.23). Ora, se todos pecaram e quem comete pecado é escravo do pecado, todo ser humano está na condição de escravo; e assim como acontecia na infância, ansiamos pela liberdade. Isto porque, tal como qualquer outro escravo, o que mais queremos é a alforria. Isto é, a libertação.
 O grande problema, é que, alguns, passaram tanto tempo como escravos que se acostumaram com isso. Passaram a gostar da escravidão. Sabe por quê? Porque nunca conheceram a verdade, não sabem que ser livre é muito melhor do que ser escravo. Foi exatamente isso que Jesus disse em João 8.32: “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. Seus ouvintes não compreenderam, porque não se consideravam escravos; achavam que eram livres na escravidão que viviam. Por isso, “Responderam-lhe: Somos descendência de Abraão, e nunca servimos a ninguém; como dizes tu: Sereis livres” (João 8.33)? Às vezes, estamos do mesmo jeito: aprisionados pelo pecado, achando que somos livres. Achamos que liberdade é fazer o que der na telha. Isso é inconsequência! Outros pensam que liberdade é repetir todo tipo de comportamento apresentado pela mídia como "legal". Isso não é ser livre, é ser marionete da sociedade. Tem gente que fala o que todo mundo fala, veste o que todo mundo veste, pensa o que todo mundo pensa, e acha que é livre. Amado, liberdade é poder dizer não ao mundo e sim pra Deus, mas isto só é possível por meio de Cristo. “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (João 8.36). Quer ser livre de verdade? Entregue-se completamente a Cristo!                                                    
 Pr. Cremilson Meirelles


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